25/11/08
Esse Barretão

Barretão é um homem do cinema, mas não faz cinema. Começo a engatinhar como cineclubista e enxergo a importância de festivais. Imaginem quantas mostras teríamos se filmes como “O Casamento de Romeu e Julieta”, “A Paixão de Jacobina” e “O Quatrilho” não tivessem sido feitos. Um dinheirão gasto em filmes nulos.
Mas também não posso mandar na grana que Barretão capta com a ajuda de sua produtora. Aqui na cidade das mangueiras a coisa já anda capenga e ainda vem um calhorda dizer que não podemos apoiar ‘biboca’. Barretão, transforme as bibocas em grandes castelos e permita que muita gente se acomode.
Não temos festivais sólidos porque não temos apoio. Barretão não apóia, ele não quer que os brasileiros conheçam a pluralidade cinematográfica, deseja apenas que “seus” filmes sejam apreciados. Exibir faz parte da cadeia produtiva do cinema. Barretão com sua experiência deveria saber disso. Santo de casa não faz milagre e ainda vomita excremento. Esse Barretão…
criado por marklewis
14:50 — Arquivado em: 

Comentário por Rachel — 26 26UTC novembro 26UTC 2008 @ 0:02
Oi Mark!!! A pergunta que eu queria te fazer não tem nada a ver com o seu post… Gostaria de saber se vc ja assistiu o filme em cartaz no moviecom arte dessa semana The Brown Bunny e se ja viu, queria saber sua opinião a respeito dele. É pq eu ja assisti e fiquei dividida… Só conheço uma pessoa que viu: meu ex-namorado e ele disse que é um filme que não é para todo o tipo de publico e que infelizmente só foi visto por causa do burburinho em torno da ja famigerada cena de sexo oral… Agradeço muito! Beijos!
Comentário por Aerton Martins — 26 26UTC novembro 26UTC 2008 @ 10:14
Cara Rachel,
Realmente é uma pena que uma simples cena de sexo oral tenha se tornado maior que a obra. A cena tem uma função dramática na obra importantÃssima. “The Brown Bunny” é um filme silencioso, que não tem pressa nos planos…Seu ex-namorado tem razão quando disse que não é um filme para qualquer público, Rachel. Eu adoro a obra. Acho o filme de Vicent Gallo um lingo grito sobre o tema da culpa. Seria bom prestar atenção no que está na periferia, no olhar, nos gestos. Aproveito para dizer que o filme ainda está em cartaz, para quem não viu corra!
Beijocas, menina.
Apareça.
Comentário por Paulo Marcelo — 27 27UTC novembro 27UTC 2008 @ 8:39
Fale Mark
certamente o Barretão aà do post sonha em ter uma grana dessas para fazer um blockbuster brazuca. Afinal, com incentivos, a grana não tá saindo da bolso dele.
Os festivais são mesmo importantes não só para difundir as obras, como também despertar o interesse de uma parcela do público que anda desinteressada com o cinema.
abraço
Comentário por ronaldo passarinho — 28 28UTC novembro 28UTC 2008 @ 18:56
Mas não achas que periga ter mais festivais no Brasil do que filmes, Mark? E festivais falidos, não de grana, mas de filmes bons…
Comentário por Aerton Martins — 1 01UTC dezembro 01UTC 2008 @ 9:00
Claro, Ronaldo. Tens razão. Já existem festivais falidos. Mas prefiro ver uma cidade, como a nossa, com um festival sólido, que realmente tenha força, a ver mais uma produção pobre, imunda, do clã Barreto. É claro que não seria ótimo para o Brasil jogar dinheiro fora com festivais falidos. Fiquei puto com a incongruência da declaração do cara, pois um dos festivais que ele quer colocar “selo de qualidade”, como um dos representantes sólidos do Brasil , é um daqueles que tem como condição primordial apenas a linha da coluna social, da fama, da nulidade. Apenas isso. O cara que pede para exterminar com o pouco que temos ( aà já entro no terreno de exibição na Amazônia) desviando a grana para agraciar festivais luxuosos que não brindam o cinema é digno de receber apenas apupos. Sandice, mano. Sandice gloriosa. O sindicato dos produtores quer discutir o demérito de determinados festivais mas que comece discutindo a questão com a cabeça na terra.