Cinema na Mangueirosa

Dedicado aos que amam cinema. A música também pintará por aqui, sobretudo Rock n Roll.

25/3/08

Rastros de Ódio

• Dia 08 de abril, às 18h30min, o cine-clube da casa da linguagem retomará suas atividades. Contará com a colaboração do ‘Movimento APJCC’. A celebração do cinema será feita em cima de um dos grandes artistas do cinema, John Ford, com a obra-prima “Rastros De Ódio”, e nas semanas posteriores, com outros filmes do cineasta. Nada mais lúcido e justo, iniciar com um dos grandes do écran. A sessão contará com um debate, feito por este que vos falam, após a sessão. Agradeço desde já, os esforços de todos que estão contribuindo para que isso aconteça.

 O cinema e os cinéfilos agradecem. Aproveitando o momento, mais do que oportuno, queria indicar um lindo e novíssimo blog sobre a sétima arte. Primeiro foi o Ronaldo Passarinho, em seu blog, que nos legou uma linda análise, sobretudo da mise-en-scène, da grande obra “Donos da Noite”. E é em cima disso, que o blog “Cinema: A Arte da Mise-en-scène”, do confrade Breno Yared, falará, ou melhor, mostrará. Conheço muito critico que não sabe o significado do termo. Na verdade, tem muito critico que não sabe muita coisa, sobre a arte da qual fala. Como resmungava Truffaut, e com razão, “o critico se deleita na ignorância sobre a técnica e a história do cinema”.

Só para fins de registro, tendo um desses papos de ocasião sobre cinema, com um critico, disse ao meu interlocutor, que um de meus pilares cinematográficos estaria fincado nas idéias da famosa turma da “Cahiers du Cinéma”, que nos mostraram a verdadeira essência do cinema, principalmente aquelas linhas marcadas sob a pena do grande Truffaut. Senti um frio na espinha com o comentário do bom e doce cavalheiro: “ah, sim, então você segue os mandamentos da Dzga Vertov”. Lambança pouca é bobagem!

É comum, ver nos créditos iniciais de muitos filmes franceses, o termo “mise-en-scène” nos sendo mostrado junto com o nome do diretor da obra. Mas, a mise-en-scène, vai além de uma pessoa, friamente, comandando uma equipe, com direção burocrática, robótica. Articular os elementos no quadro fílmico é uma preocupação do cinema. Se o diretor não tem essa sensibilidade, não é cinema, é tudo, menos cinema. Por isso que Peter Jackson não é cineasta, assim como Ridley Scott, Tim Burton, Victor Fleming e outros patetas incensados. Apenas, Meros brincalhões.

Quem tiver vontade de saber mais um pouco sobre essa arte esquecida,é só dar uma espiadela aí do lado, no ‘meus links’. Nunca é tarde para se ajoelhar.

 

criado por marklewis    23:28 — Arquivado em: Sem categoria

3 Comentários »

  1. Comentário por Fernando Carvalho — 26 26UTC março 26UTC 2008 @ 0:47

    Verdade verdadeira, e o pior de tudo é quando confundem crítico com cinéfilo, tem críticos que são verdadeiros insultos à cinefilia, só fazem sujar o nome dos fãs de cinema e são responsáveis em grande parte pelo grande cinema hoje estar tão distante de seu alvo maior, o público.

  2. Comentário por Breno — 26 26UTC março 26UTC 2008 @ 2:24

    Valeu, Mark! Nós cinéfilos temos mais é que arregaçar as mangas e divulgar a arte que tanto amamos. Arte tão castigada e a apredrejada por críticos de cinema.

  3. Comentário por Mateus — 26 26UTC março 26UTC 2008 @ 23:58

    educação do olhar. Mark e Ford. Desmistificação do cinema hollywoodiano. sangue e sêmen. tudo pelo cinema. educação do olhar.

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